Como é viajar pela Venezuela


Monte Roraima - Venezuela

Em Dezembro/2016 passamos 27 dias na Venezuela, fomos visitar o Monte Roraima, Salto Angel e Los Roques. Muitos disseram que éramos loucos, que deveríamos sair logo de lá e tantas outras coisas. Tivemos alguns problemas, como o fechamento de fronteira, a falta de dinheiro, saques ao comércio (aconteceu a nossa frente) e falta de comida. Mas em todos esses momentos tivemos o auxílio de venezuelanos incríveis e não tivemos por que sentir medo.

Como estamos viajando pelo continente sul-americano, fizemos um caminho diferente de um turista brasileiro. Nossa porta de entrada – e de saída – foi a Colombia. Mesmo assim as informações são gerais e podem ser usadas independente do caminho.

O contato de cada empresa deixaremos no final do post.

Segurança

Nossa preocupação número 1 foi a segurança. Mas ao invés de tratá-la como um todo, focamos em nossas necessidades, que se resumia basicamente em segurança na fronteira, transporte e onde dormir.

Para resolver a segurança com a fronteira, contamos com empresas de turismo na Colombia (para entrar na Venezuela) e na Venezuela (para voltar a Colombia). Elas basicamente encontraram pessoas de confiança para nos transportar (de/para aeroportos), dessa forma evitando um dos pontos de atenção que mais indicaram para nós: evitar viajar pelas estradas venezuelanas, a não ser que com uma pessoa de confiança.

Leia aqui sobre “Como é voar com a Rutaca” na Venezuela

Transporte

Como comentei acima, falaram para evitar viajar de carro na Venezuela. Mas mesmo que não nos tivessem dito isso, provavelmente viajaríamos de avião sempre que possível mesmo, pois as passagens (se compradas usando câmbio paralelo) são muito baratas.

Como usar cartão (pré-pago/crédito) está fora de questão devido ao valor do câmbio não ser o praticado dentro do país, também usamos os serviços das agências para realizar a compra. Para se ter uma idéia, uma passagem Caracas (a partir do aeroporto de Maiquetía) para Maracaibo custa 40.000 Bs (bolivares). No câmbio oficial isso são US$4.000,00 (isso mesmo quatro mil dólares), já com o câmbio real – aquele que nós temos acesso – isso equivale a mais ou menos US$15.

Alguns trajetos que não tiveram jeito, tivemos que fazer por terra, foi de Santo Antonio del Táchira (fronteira com a Colombia, por Cucuta) e o Aeroporto de Santo Domingo; Puerto Ordaz a Santa Elena de Uairen – para ir ao Monte Roraima – e de Maracaibo até a fronteira com a Colombia (em Maicao). Novamente auxiliado pelas agências.

Comida

Enquanto estive no país eu costumava dizer, “não se come o que quer e sim o que há disponível”. Sempre que havia um menu, ficávamos tentados a pedir algo super diferente – como frango, carne, etc. – que poucas vezes tínhamos sucesso. A melhor forma para não se desanimar era pergunta logo o que havia e com isso escolher o que comeria.

A situação nos mercados é semelhante, encontra-se de tudo, só que com variedade nula. Às vezes era necessário ir a outro mercado para completar a compra, mas ok.

Dinheiro

Não vale nada. Simples assim. O pior investimento que pode se fazer é guarda-lo de um dia para o outro. Prefira guardar comida a dinheiro, ainda mais por que eles tem tamanho semelhante.

O Governo promete há mais de um mês que circularão as novas notas, mas até o momento nada. A primeira promessa – que vimos – foi uma notícia do dia 6/12, informando que chegariam dia 15/12. Quando lançarem, as novas notas serão de 500, 1.000, 2.000, 5.000, 10.000 e 20.000.

Facilitará muito o uso de dinheiro no país, mas há quem acredite que trará um salto na inflação, pois para evitar usar as novas moedas de 100 (para se ter idéia, atualmente a maior nota é justo a de 100) os preços serão reajustados para pular de 500 em 500 e não mais de 100 em 100.

Estadia

Não tivemos nenhuma problema com nossas estadias no país. Todos foram arranjados de antemão, geralmente pelas agências – exceto em Puerto Ordaz e Los Roques. Em Puerto Ordaz, pesquisamos bastante na internet antes, entramos em contato com alguns por e-mail e acabamos ficando na Pousada Churum Meru.

Aqui vale um aviso, fomos informados pelos donos dessa pousada que a partir do dia 01/12/2016, estrangeiros só poderiam pagar utilizando transferência internacional ou PayPal. Não seriam aceitos pagamentos em dinheiro (em dólar ou bolívares). Foi indicada a seguinte matéria provando tal nova medida, mas em nenhum outro lugar isso foi praticado. Isso acabou encarecendo nossa estadia na cidade.

As empresas

Segue a lista de empresas e como nos ajudaram em nossa passagem pelo país.

Crischarol Tours (Facebook / Localização): Eles nos ajudaram com a diária do primeiro hotel na Venezuela, o transporte para o aeroporto e as passagens de Santo Domingo – Caracas – Puerto Ordaz.

Posada Churum Meru (Site / Localização): Hospedagem em Puerto Ordaz e nos passaram o contato da Ayapaina Tours.

Verde Roraima (SiteInstagram): Agência brasileira que nos ajudou a realizar a trilha para o Monte Roraima. Colocamos aqui também o contato do Juan (+58 416 497 2657). Ele foi o taxista que realizou o trajeto de Puerto Ordaz – Santa Elena de Uairen. Podem adicioná-lo no Whatsapp para pedir valores ou marcar dia/hora.

Ayapaina Tours (Site / Facebook / Instagram): Agência de turismo (baseada em Maracaibo) que nos ajudou com Salta Angel (voos, hospedagem e tour), passagens Puerto Ordaz – Maiquetía (Caracas) e Maiquetía (Caracas) – Maracaibo, hospedagem em Maracaibo e transporte para sair do país.

La Corsaria (Site / Facebook / Localização): Pousada em Los Roques de donos brasileiros. Nos ajudaram com estadia em Maiquetía (Caracas), passagens para Los Roques, estadia por lá e ainda nos ajudaram – em conjunto com o pessoal da Ayapaina – para acertar nosso voo para Maracaibo, após o cancelamento do nosso voo de saída de Los Roques. Através deles conhecemos o Jacobo (+58 426 517 7747), taxista que pode levar onde precisar em Caracas e região, incluíndo o aeroporto de Maiquetía.

Marcos

Nascido na Austrália, 28 anos, formado em Administração de empresa. Primeiro aventura foi em 2007 em um mochilão pela Bolívia e desde então não parou mais. Pratica esportes de aventura e ainda fotografa. Iniciante no mundo de vídeo (captação e edição).

2 comments

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  1. Roxane 19 fevereiro, 2017 at 17:26 Responder

    Nossa, imagino que o total da viagem tenha ficado caro com Los Roques né?

    Eu vou para Morrocoy, que é mais low cost. Claro que iria pra los Roques se eu tivesse Cia.

    • Cau 19 fevereiro, 2017 at 22:43 Responder

      Sim Roxane, Los Roques dá uma pesada no orçamento, mas planejando tudo que quer fazer no país pode ser tornar possível. O lugar é incrível demais para não conhecer 😀

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