Mergulho em Santa Marta, Colombia


Sabíamos que a região caribenha de Santa Marta era um lugar perfeito para mergulhar, e o melhor, é mais barato comparado a outros destinos para prática de mergulho da América do Sul.

Em uma rápida busca encontramos a Santa Marta Dive and Adventure, a apenas 2 quadras da nossa hospedagem, o Mulata Hostel. O lugar era simples, mas sentimos que podíamos confiar no serviço deles. Agendar confirmar o passeio foi muito fácil, só conciliamos as datas e programamos o dia que voltaríamos para pagar – não tínhamos todo o dinheiro naquela hora.

Mal saímos da agência e lá veio o frio na barriga. Sensação bem corriqueira para mim quando vou me aventurar. O Marcos, como sempre, estava tranquilo, ainda mais tendo mergulhado em Ushuaia, com água a 7ºC, por aqui será tranquilo.

Como eu estava um pouco traumatizada com uma experiência anterior e também não mergulhava há quase 4 anos ficou combinado que eu participaria de uma rápida aula de reciclagem com um dos instrutores antes do mergulho e faria o primeiro mergulho separada do Marcos, e se eu estivesse confortável, faríamos a segundo mergulho juntos. Eu preferi assim, não queria ferrar com o passeio dele caso eu tivesse um ataque de pânico.

Mergulho em Santa Marta

Como foi nosso dia de mergulho

Acordamos cedo para tomarmos café da manhã e seguimos caminhando em direção Santa Marta Dive and Adventure. O combinado era encontrar com os instrutores por lá e seguirmos de carro até agência do município de Tanganga, a menos de 30 minutos de carro.

Após preencher as fichas e assinar termos me separei por alguns instantes do Marcos, fui para meus 15 minutos de revisão. Além de mim haviam mais 2 pessoas que ia se formar, fazer o batismo do curso de mergulho. Esse tempo foi ótimo para mim, pude rever e relembrar de algumas técnicas e aprender novas formas de manuseio de alguns equipamentos.

Nos vestimos com as roupas de neoprene, separamos os equipamentos individuais dos mergulhadores e caminhamos até o barco que nos levaria ao ponto de mergulho. Nessa hora meu coração já estava a mil. Coloquei na minha cabeça que não ia desistir… mas nem sempre é tão simples!

Checando os equipamentos antes de cair na água

Checando os equipamentos antes de cair na água

Saímos da praia de Tanganga e fomos em direção as águas do Parque Nacional Tayrona, onde iríamos de fato mergulhar. No barco havia mais de um grupo e cada um foi sendo deixado em pontos diferente de mergulho. Eu desci primeiro que o Marcos, segui o instrutor Marvin e os dois formandos.

Cair na água com os equipamentos e tudo foi tranquilo, o difícil foi eu colocar a cabeça em baixo da água. Os meninos tirando de letra e eu quase em pânico. O Marvin foi extremamente paciente comigo, depois do mergulho perdi a conta de quantas vezes agradeci por ele ter me ajudado a superar minha aflição e insegurança. Já estava pronta para a próxima!

Depois de fazer alguns movimentos básicos em baixo d’água como tirar a máscara, respirar sem a máscara (usando apenas o respirador), tirar a água da máscara e, claro, os sinais que usamos lá em baixo, era hora de relaxar e aproveitar o que nos restou de tempo e oxigênio.

Encontrei o Marcos no barco, ambos muito felizes! Eu por ter conseguido e ele por ter visto muita, muita vida marinha! Seguimos de barco até uma das praias e lá fizemos um lanche – já incluso no custo -, antes de voltar para o segundo mergulho do dia. Dessa vez fui com o Marcos e mais um dos guias, o mesmo que ele acompanhou em seu primeiro mergulho.

Será que estava relaxada?

Será que estava relaxada?

Foi mais do que demais a segunda vez, mergulhamos em outro ponto, mas também com muita vida marinha. Infelizmente as fotos não são das melhores, então não se deixe enganar! 🙂

Vida marinha - mergulho

O dia passou super rápido e quando vimos já estávamos no limite seguro de oxigênio. Era hora de subir, lançar a boia e esperar pelo barco que viria nos resgatar.

Felizes da vida!

De volta a terra firme, voltamos para a agência de Tanganga, nos trocamos e esperamos pelo guia que voltaria conosco até Santa Marta.

Com quem fizemos o tour
Santa Marta Dive and Adventure
www.santamartadiveandadventure.com
Marvin

Quanto custou
$360.000,00 COP (US$ 120,00 para duas pessoas)

Quando fomos
Dia 02 de janeiro de 2017

Veja aqui como chegar e onde se hospedar em Santa Marta

Quando ir e o que levar

O mergulho pode ser praticado o ano inteiro, mas se puder evite o mês de Outubro, que é quando mais chove na região. E isso pode deixar a água turva e atrapalhar a visibilidade. Mas de resto, aproveite os dias de sol e calor colombiano para conhecer o que esta profundezas das águas colombianas.

Quanto ao que levar, acho que os principais itens aqui são: máquina a prova de água para fazer incríveis registros (verifique a profundidade que vai chegar e se sua case suporta a pressão) e roupa de banho para usar por baixo da roupa de mergulho. Para ir até o bote, vá descalço, um chinelo ou sandália pode só atrapalhar no barco e você não vai usar.

Com relação ao protetor solar, não esqueça, mas deixe para passar depois do mergulho, principalmente no rosto. O produto pode atrapalhar na aderência da máscara e também contribuir para a embaçar a lente, o que vai te dar trabalho lá em baixo.

É isso, espero tenha gostado do nosso relato e que te ajude em ter incríveis experiências na Colombia.

Se tiver dúvidas, escreva abaixo nos comentários que responderemos.

Cau

Brasileira, 30 anos, formada em Marketing. Apaixonada por viagens e tudo que um novo mundo pode proporcionar. Gosta de esportes de aventura. Se aventura também na diagramação dos guias do ViVeVi.

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