Downhill na estrada da morte


Vista do caminho a ser percorrido no downhill estrada da morte (Marcos Borges/A 4 Pés)

A estrada que liga La Paz a Coroico foi construída por prisioneiros de guerra paraguaios, por volta de 1930. Ela na real interliga a cidade sede do governo federal a região de Los Yungas e era chamado de camino a los yungas antes de se tornar famosa. Na década de 90, o Banco Interamericano de Desenvolvimento a nomeou como a estrada mais perigosa do mundo.

De lá para cá, pouco sobrou da estrada e os veículos possuem outra rota, mais segura, para transitar. Mas o trecho de mais de 60km de terra ainda é utilizado quando há obras na estrada asfaltada.

O padrão das agências é oferecer um café da manhã aos turistas (cobrado à parte), dessa forma consegue controlar melhor o horário de saída, entre 7h30 e 8h. Ainda na agência os guias entregam todos os equipamentos. O que cada turista vai receber depende do “pacote” contratado, geralmente são dois, o básico vem com capacete comum, luvas, blusa e calça; já o completo vem com capacete que protege o rosto todo, colete, cotoveleiras e joelheiras, além das luvas, blusa e calça.

O trajeto dentro da van dura em torno de 1 hora até chegar a uma área livre, a 4.700m, conhecida como La Cumbre. Dali inicia o downhill na estrada da morte, primeiramente pelo asfalto, onde se atinge facilmente os 60km/h. Há uma parada policial de controle contra o narcotráfico no meio do caminho e pouco depois se chega ao vilarejo Undavi, onde é realizado uma cobrança pela prefeitura de Coroico, geralmente a parte do custo do passeio (por volta de $25 pesos bolivianos). De lá até Chuspipata – início da estrada de terra – o trecho é geralmente feita de carro, isso depende do tamanho do grupo e do pique, pois há alguns trechos de subida “tensos”.

Monatanhas nevadas!

Monatanhas nevadas! (Marcos Borges/A 4 Pés)

Eu e a Cau, prontos para descida.

Eu e a Cau, prontos para descida (Divulgação/A 4 Pés)

A 4 Pés sentados no penhasco.

Sentados no penhasco. (Marcos Borges/A 4 Pés)

O maior trecho e até o mais perigoso começa ainda bem frio, mas a sensação da velocidade com o frio é maravilhosa. Ao longo da estrada de mais de 60km há diversas paradas para tirar fotos e comer alguma coisa, é até difícil passar mais de 15 minutos em cima da bicicleta.

Muita neblina na estrada

Muita neblina na estrada (Divulgação/A 4 Pés)

Ao longo da estrada a mão é inglesa – se desce pela esquerda – e cada vez que sobe um veículo, quem desce para e fica do lado do penhasco. Os motoristas das vans, que dão apoio durante toda a descida sempre vão na frente neste trecho e avisam quando um caminhão grande se aproxima dando tempo para achar um lugar mais seguro para esperar, afinal a preferência é de quem sobe.

A mais perigosa e famosa curva do percurso

A mais perigosa e famosa curva do percurso (Divulgação/A 4 Pés)

O local onde termina depende da agência, cada uma tem convênio com uma pousada/restaurante. Mas basicamente todos param primeiro na vila de Yolosa por volta de meio dia – neste local termina o downhill -, para descansar e quem quiser fazer tirolesa.

Para subir, todos de volta na van e em poucas horas volta para La Paz. Chegando por volta das 19h. Um dia completo de muita adrenalina.

Final feliz!

Final feliz! (Divulgação/A 4 Pés)

Serviço

El Solario (mesmo local do Hostal El Solario)
Calle Murillo, 776
$370 pesos bolivianos (com café da manhã).
Bicicletas com suspensão dianteira. Preço do capacete tradicional. Deve-se perguntar os valores da versão “completa”.

Gravity Bolivia (site)
Calle Linares, 940
$750 pesos bolivianos
Bicicletas melhores (com suspensão dianteira e traseira) e capacete de proteção total é padrão.

Jump Bolivia (site)
Calle Sagárnaga, 229
$350 e $500 pesos bolivianos (dependendo da bicicleta)

Bicicletas da El Solario

Bicicletas da El Solario (Marcos Borges/A 4 Pés)

Marcos

Nascido na Austrália, 28 anos, formado em Administração de empresa. Primeiro aventura foi em 2007 em um mochilão pela Bolívia e desde então não parou mais. Pratica esportes de aventura e ainda fotografa. Iniciante no mundo de vídeo (captação e edição).

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