Quando se viaja, uma das principais preocupações é a saúde. Isso ocorre principalmente antes e durante sua viagem, desde quais vacinas são obrigatórias ou recomendadas até se deve beber ou comer aquela iguaria do destino. É uma linha fina entre se surpreender e comer o melhor prato da sua vida – mesmo que seja dos últimos 30 dias – ou visitas constantes ao banheiro – às vezes a única alternativa é um banheiro, nada convidativo, de rodoviária. Mas enfim, se não estivesse apto a se arriscar (algumas vezes), não teria saído de casa.
Mas agora voltando ao motivo do post, e consequentemente, ao pré-viagem, vacinas. Ninguém é ávido por injeções, mas mesmo contra a vontade, construímos ao longo de nossas vidas um número considerável delas. Então, para não precisar repetir algumas doses – sem necessidade – o primeiro passo é correr atrás do histórico de vacinas. Além de suas validades (torcendo para não precisar tomar nenhuma).
Ao mesmo tempo, é bom pesquisar quais precauções precisa tomar em cada região. Abro um parêntese aqui, é incrível como quando estamos planejando uma viagem sempre recorremos a sites de viagem, na esperança deles terem tudo respondido. Para a felicidade geral de quem vai por o “pé na estrada”, a W.H.O. (World Health Organization ou Organização Mundial da Saúde) mantém um programa para viajantes, chamado ITH (International Travel and Health ou Saúde e Viagem Internacional).
Nesse programa, a organização publica relatórios sobre a situação de doenças pelo mundo (principalmente febre amarela e malária), indica as vacinas (de rotina, opcionais para viajantes a locais de risco e obrigatórias) e outras informações. Sem mais delonga, o link é (tudo está em inglês): who.int/ith/en/ ou em espanhol (mais com menos informações): who.int/ith/es/
Vacinas para viajar
Analisando a pequena lista deles (o último relatório é de 2012, porém no site se encontra diversas atualizações, como o ebola):
Vacinação de rotina
- Difteria
- Hepatite B
- Haemophilus influenzae
- Papiloma humano
- Influenza e Influenza A (H1N1)
- Sarampo
- Caxumba
- Coqueluche
- Rubéola
- Pneumococo
- Poliomielite
- Rotavirus
- Tuberculose
- Tétano
- Varicela (catapora)
Opcional para alguns viajantes
- Cólera
- Hepatite A
- Encefalite japonesa
- Meningococcemia
- Raiva
- Encefalite por carrapato
- Febre tifoide
- Febre amarela
Vacinas necessárias
- Febre amarela (veja a situação país a país)
- Meningococcemia e Poliomielite (necessário para peregrinos a Mecca na Arabia Saudita, atualizações aqui)
Agora é só revirar os documentos e achar os registros de vacinas desde criança. Tirando as vacinas de influenza e tétano, as vacinações de rotina devem estar sob controle. Já as “opcionais” para alguns viajantes – opcionais escrito desse jeito pois depende dos países que visitará – aí é caso a caso, tome cuidado também com a validade.
O melhor lugar para pesquisar onde tomar as vacinas no Brasil é no site da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), há um guia completo para quem irá viajar. Nesse link é possível cadastrar o roteiro que fará e será mostrado na tela as recomendações e obrigações para cada destino.
A ANVISA ainda disponibiliza ao viajante um guia de bolso da saúde do viajante (link) e uma lista de centros de orientação para a saúde do viajante em todos os estados (link). Em São Paulo, dois bons locais para ir é o Ambulatório de Medicina de Viagem que fica no Hospital das Clínicas (Rua Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 155 – Prédio dos Ambulatórios – 4º Andar – Sala 8 – link no Google Maps) e o Instituto de Infectologia Emilio Ribas (Avenida Doutor Arnaldo, 165 – link no Google Maps).
