Lá atrás, quando começamos a juntar dinheiro para nossa viagem de volta ao mundo eu decidi que queria fazer um Intercâmbio nos EUA. Resolvi cortar meu curso de inglês no Brasil e economizar essa grana para o futuro, nem me lembro em qual escola ou curso online eu fazia na época.
Talvez tenha sido uma besteira, mas ao mesmo tempo eu também queria muito vivenciar o estudo fora do país e aproveitaria essa oportunidade. E assim foi, viajamos por toda América do Sul e América Central, com meu espanhol melhorando a cada quilômetro, mas foi ao entramos nos EUA que a brincadeira ficou séria.
Minha adolescência foi marcada entre idas e vindas de escolas de inglês, de fato aprender e se tornar aquela pessoa fluente que muitos esperam, não aconteceu. Não ainda! E se tem uma coisa que aprendi é que é preciso tempo e dedicação para tal.
Confesso que não sou amante do inglês, mas gosto de estudar, de aprender e principalmente de me comunicar. Não tenho tanta facilidade em aprender, mas aí já é uma característica minha, mas nem por isso desisto. Mesmo porque estou indo morar na Austrália, então é aprender ou aprender.
Em Abril de 2017, quando cruzamos a fronteira México – EUA, acredito que eu estava com um nível básico ou saindo dele para o intermediário, e senti que tudo que havia aprendido era quase inútil por aqui. Sem falar que tentar entender, falar ou pensar em inglês era algo que estava me consumindo e me cansava. Nunca tinha pensado ou passado por isso, pois nunca precisei do inglês quase que 24h por dia.
Mas agora era hora e não havia como fugir ou adiar, o meu plano era estudar inglês aqui e depois continuar estudando por conta ou com professor particular.
Então segue lendo que vou contar um pouco da minha experiência de um mês em uma escola paga, um mês em uma escola gratuita (Community College) e como estou agora, com minhas aulas particulares.
Intercâmbio nos EUA
Nossa primeira parada nos EUA foi no estado da California, entramos por San Diego, ficamos alguns dias por lá e depois em Los Angeles antes de pararmos em San Francisco, onde estudei.
Pesquisei algumas escolas de San Francisco por conta própria (preço e cursos), mas também tive ajuda de uma empresa de Intercâmbio, a World Study Brasil, dos donos Régis e Silvia. A Sil é irmã de uma grande amiga minha, a Cau (e é dela que vem o meu apelido, Cau <3 ); e logo que soube que eles estavam com a empresa de intercâmbio fui falar com eles sobre o meu plano de estudos nos EUA. Antes de realmente fechar com San Francisco eles me apresentaram outras opções de escolas, cidades e valores.
Infelizmente, por conta de tempo, não consegui fechar a World Study Brasil, eles precisariam de 1 mês para finalizar todo o processo, mas eu já estava nos EUA, não teria como ficar parada esse tempo, então eu fiz todo o processo por conta própria, direto com a escola.
Como meu visto era de turista só tive direito a 18h aula/semana, o que me permitiu estudar 13h30 às 17h10, de segunda a quinta. Essa experiência foi de muito valor para mim, foi onde eu destravei, onde eu realmente comecei a falar inglês sem medo – sim, sou dessas. A coragem passou a estar mais presente e receio em errar começou a perder espaço, ali eu precisava me virar. Sem falar que a escola me deu oportunidade de ter contato com outras culturas, com pessoas de diversos paises como Thailandia, China, Russia, Colombia – e também alguns brasileiros.

Turma da segunda aula – ILSC San Francisco

Amizade além da sala de aula <3 – Deborah, eu (Cau), Bianca e Jessica
As aulas em si, eram bem similares com algumas que eu já tive no Brasil, mas grande diferença é que não rola aquela ajudinha em português para o professor te explicar exatamente o que é, não há tradução direta. Eu sai super feliz, sem a sensação de jogar $ fora, realizada, com amigos e com muito mais coragem para falar e me virar sozinha. Para mim valeu a pena e faria de novo!
Mas não nego que vi alguns alunos terminando o curso sem muito ânimo, com a sensação de sair do mesmo jeito que entrou – em termos de aprendizado. Mas isso é algo muito particular, vai de cada aluno e também da expectativa e ansiedade de se realizar um intercâmbio.
Vou pedir para as meninas – da foto acima – deixarem um depoimento sobre o intercâmbio delas, assim você tem outras opniões.
Quanto custou: USD $830,00 (4 semanas de aula + matrícula + material)
Escola: ILSC San Francisco (Infelizmente as unidade dos EUA fecharam, mas há em muitos outros países, veja aqui)
Community College – EUA
Os Community College são escolas de bairros que oferecem cursos a baixo custo ou até mesmo gratuitos, para americos ou não. O curso de inglês como segunda língua (English as a Second Language) é bastante procurado, principalmente por imigrantes que chegam ao país sem a língua e sem condições de pagar por aulas particulares; e até mesmo por alguns turista, como foi o meu caso.
Eu já havia lido sobre a possibilidade desse curso gratuito e novamente aproveitei a oportunidade. Então logo depois de terminar minhas aulas na ILSC já engatei mais um mês de aula no City College John Adams, escola que era próxima de onde eu estava hospedada. Há diversos City Colleges espalhados, não só em San Francisco, mas em todo os EUA.
Continuei com meu visto de turista e não tive nenhum problema, minhas aulas eram de manhã e no período das férias, ou seja, não havia interação com alunos americanos. Fiz um primeiro contato pelo site, depois fui até a escola preenchi uma solicitação – como se fosse a matrícula – e agendei o teste de nivelamento.
Quando estudei no Community College eu senti bastante diferença, quando comparado com a escola paga. Aqui os alunos eram mais velhos, já trabalhavam nos EUA, tinham família, filhos e em paralelo estudavam. Não havia tempo para se reunir depois da aula, tomar um café ou sair para comer algo. Então não fiz grande amizades por aqui, mas mesmo assim foi especial.
Na minha turma da primeira aula havia um senhor e uma senhora com idade para serem meus avós e estudando inglês. Às vezes era bem complicado de entendê-los, mas ao mesmo tempo era algo que dava alegria de ver e de ajudá-los com as lições.

Ele que chegava sempre antes da sala abrir. E ela que lia o jornal antes da aula começar

Aqui o número de brasileiros por sala é quase zero, porém as salas são bem cheias, era como aprender inglês no colégio, com 30 alunos na sala de aula. E com os poucos brasileiros que vi pela escola, meu contato era de apenas “oi” e “tchau”. Senti uma boa diferença nos professores também, uma didática diferente da que eu presenciei na ILSC, porém aqui eu também aprendi e reforcei a gramática, fizemos atividades divertidas, lemos e debatemos sobre alguns textos. Foi bem complementar para mim e saí satisfeita, ainda mais quando penso que não gastei para ter essas aulas.
Quanto custou: Gratuito
Escola: City College of San Francisco – John Adams
Aula particular de inglês
Não foi um período longo em cada escola, mas confesso que foi cansativo. Haviam dias que eu chegava “em casa” cansada de estudar, cansada de pensar em inglês. Acredita?! Pois é, mas depois de tudo isso acabar eu senti falta de continuar aprendendo, então comecei a estudar por conta própria, comprei um livro que uma amiga me indicou e mandei ver na gramática.
Com o evoluir dos estudos comecei a ter mais dificuldade e a não entender muito bem determinada matéria, ou muito menos saber quando usar ou não usar tal coisa. Decidi que era hora de voltar aos estudos de verdade e foi aí que recorri a um professor particular.
Já que estou indo para a Austrália, primeiro eu busquei um professor Australiano. Conversei com minha cunhada para saber se ela conhecia alguém por lá, mas sem sucesso. No fim, ela acabou me indicando o marido de uma grande amiga dela, o Gord!
O Gordon Bagshaw é Canadense – o que é ótimo, pois não tenho nada de português durante minhas as aulas -, e mora no Brasil. O fuso horário também não é tão louco quanto seria se fosse alguém da Austrália e podemos fazer aulas por vídeo chamada. Não estou mais presa a um lugar específico, só preciso estar conectada no dia e hora certa. Adoro e me divirto nas aulas, sem falar do aprendizado que evoluí a cada dia.

Tem até uma lousa quando ele precisa desenhar para eu entender! 🙂
O Gord também mantém um grupo de Whatsapp onde sempre manda dicas e os alunos podem interagir, o que me deixa em contato com outros alunos, é a nossa sala de aula virtual.
Quanto custa: R$640,00 o mês (1h de aula 2x por semana)
Professor: Gordon Bagshaw (www.gbenglishclass.com)
Essas foram três experências diferentes pela qual eu passei no último ano e em todas eu tive um resultado muito positivo. E sigo com minhas aulas particulares com o Gord… por tempo indetermidado.
Uma coisa é certa, não dá para dizer “faz esse curso e isso não faz aquele” ou “estuda ali e não lá“. Acredito que é preciso saber o que melhor se encaixa no seu aprendizado, o que você quer e poder fazer por você. Cada forma e cada lugar de estudo vai te dar uma experiência diferente. Também não dá para dizer onde eu aprendi ou aprendo mais, pois a verdade é que estou sempre aprendendo, a cada aula, curso, livro ou filme que tenho interação estou aprendendo e assim seguirei.
Foto capa: created by Waewkidja – Freepik.com

Obrigada por compartilhar seu relato sobre essas 3 experiências!
Não conhecia essa opçao do Community College e achei bem interessante.
Tb sou aluna do Gordon e gosto bastante das aulas dele, tem me ajudado muito! Super recomendo tb! rsrs
Abraços!!!
Oi Andreia Tiemi. 🙂
Pois é, eu sabia pouco sobre esse assunto… Foi quaundo cheguei nos EUA que fui saber mais a respeito deu super certo. Foi uma experiência bem diferente.
Abraços 🙂