Esta importante cidade para o Brasil império, já foi capital de Minas Gerais. Ouro Preto foi inicialmente chamada de Vila Rica, claro devido ao ouro, e teve nas igrejas um dos maiores reflexos da população que residiu lá nos séculos XVIII e XIX. A região era populada principalmente por portugueses – os ligados a coroa controlavam o imposto (o quinto do ouro) – e bandeirantes paulistas – os primeiros a descobrirem a presença do mesmo (claro que contando com ajuda dos índios).
Havia ainda uma sub-divisão dentre esses grupos. Dentro de cada um, haviam os ricos e intelectuais, pobres (não negros) e negros (escravos). Para cada sub-divisão presente, uma igreja foi construída e a cidade cresceu divida. À direita – para quem olha para o Museu da Inconfidência, antiga casa de câmara e cadeia, a partir da Praça Tiradentes – ficavam os portugueses, com seus ricos, intelectuais, pobres e escravos. Já para o outro lado, os bandeirantes paulistas. Além disso, para cada lado, uma Matriz para chamar de sua.
Mas depois de um tempo, os ricos queriam mais benefícios por parte da igreja, por querer “comprar” terras no além ou pelo fato de poder usufruir dos santos do pau oco para contrabandear o ouro ou para que não passasse pelo fisco. Daí começou a surgir mais igrejas na cidade. Abaixo seguem as Igrejas de Ouro Preto.
Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar
A Matriz do lado português tem diversas histórias interessantes. Da época Barroca, foi executada por artistas europeus, fez voto de pobreza em 1849 e teve seu interior todo pintado de branco, neste mesmo ano recebeu as duas torres que existem até hoje. Mas a história mais interessante é do conto do vigário, houve uma discussão em qual matriz iria ficar a imagem do Nosso Senhor dos Pastos, alguém teve a ótima idéia em deixar um burro sem comer por dois dias e largar ele na Praça Tiradentes para ver para qual lado ele descia, seria onde a imagem ficaria. O que ninguém sabia, era que o burro é de um dos padres desta Matriz.

Matriz (do lado “português”) Nossa Senhora do Pilar – Ouro Preto
Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição
A Matriz do lado paulista, dos ricos, é onde está enterrado Aleijadinho, junto com seu pai Manuel Francisco Lisboa, executor da obra.
Igreja São Francisco de Assis
A igreja foi o principal projeto do Aleijadinho, votado uma das 7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo em 2009. A lateral lembra um convento, um absurdo pois na época era proíbido ter conventos dentro de áres de mineraçnao. A igreja era considerada dos intelectuais do lado paulista e o teto da igreja levou 9 anos para ser pintada.
Igreja Nossa Senhora do Carmo
Igreja dos ricos do lado português.
Igreja Nossa Senhora do Rosário
Igreja dos escravos/negros do lado português.
Igreja Santa Efigênia
Também igreja dos escravos, porém do lado paulista.
Igreja Nossa Senhora das Mercês e Perdões ou Igreja Mercês de Baixo
Igreja dos pobres, do lado paulista.
Igreja Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia ou Igreja Mercês de cima
Igreja dos pobres, do lado português.
Igreja São Francisco de Paula
Igreja mais nova da cidade, construída em 1904.
Igreja do Senhor Bom Jesus de Matosinhos
Capela de Padre Faria
































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